Novas competências escolares

Famílias valorizam autonomia e pensamento crítico na escolha da escola

Reportagem da Exame mostra que, além das notas, pais passaram a considerar habilidades socioemocionais, convivência multicultural e capacidade de tomar decisões na formação dos filhos

Da redação com Revista Exame

Imagem: Canva Pró

O desempenho acadêmico continua sendo um critério importante na escolha de uma escola, mas já não representa, sozinho, tudo o que algumas famílias esperam da educação dos filhos. Autonomia, pensamento crítico, capacidade de adaptação e convivência com diferentes culturas também passaram a integrar essa avaliação. A mudança é apresentada em uma reportagem publicada pela revista Exame, em 6 de outubro, a partir de experiências de famílias de estudantes da The British College of Brazil, instituição privada com duas unidades na cidade de São Paulo.

O conteúdo, identificado como uma publicação comercial apresentada pela escola, reúne relatos de pais que passaram a valorizar uma formação que ultrapasse os resultados em provas e os processos de ingresso no ensino superior.

Notas continuam importantes, mas não são suficientes

A reportagem apresenta o caso de Samuel Szejnfeld, que concluiu o ensino médio com 44 dos 45 pontos possíveis no International Baccalaureate (IB), programa internacional de formação escolar. Apesar do desempenho, sua mãe, Patrícia Szejnfeld, relatou que, ao escolher a instituição, também buscava um ambiente capaz de estimular a independência intelectual e a convivência com pessoas de diferentes origens.

O texto cita ainda uma pesquisa internacional de 2025, segundo a qual 61% das famílias entrevistadas valorizam a aprendizagem socioemocional, enquanto 53% esperam que a escola prepare os estudantes para o ensino superior. O levantamento ouviu quase 10 mil famílias de 16 países, incluindo o Brasil.

Os dados apontam para uma compreensão mais ampla dos objetivos da educação, embora não permitam concluir, isoladamente, que essa mudança ocorra da mesma maneira em todas as famílias brasileiras.

Aprender a pensar, argumentar e fazer escolhas

Entre as competências destacadas pelas famílias estão a capacidade de pesquisar, formular argumentos, comunicar ideias e tomar decisões com autonomia.

A reportagem também apresenta a experiência da família Pedroso. A mãe, Fernanda, relata que anteriormente associava a qualidade da educação principalmente às notas obtidas nas disciplinas. Com a trajetória da filha Maria Eduarda, hoje estudante de Engenharia Elétrica na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, passou a considerar também atividades culturais, projetos, debates e experiências internacionais. Para a família, essas vivências contribuíram para desenvolver a capacidade de adaptação e a independência da estudante diante de novas escolhas acadêmicas.

Convivência multicultural também entra na avaliação

Outro aspecto abordado é a importância do contato com diferentes culturas durante a formação escolar. Segundo informações fornecidas pela The British College of Brazil à reportagem, a instituição reúne estudantes e professores de mais de 38 nacionalidades. A proposta é que a convivência multicultural ajude os alunos a desenvolver habilidades de comunicação, escuta e respeito a perspectivas diferentes das suas. Essas experiências ganham relevância em um contexto marcado por transformações tecnológicas, mudanças nas profissões e trajetórias acadêmicas e profissionais cada vez menos previsíveis.

Os relatos apresentados pela Exame reforçam uma questão importante para o debate educacional: como conciliar a aprendizagem dos conteúdos curriculares com o desenvolvimento humano, social e emocional dos estudantes?

A valorização dessas competências não significa abandonar a exigência acadêmica. O desafio está em oferecer condições para que o conhecimento adquirido possa ser aplicado na resolução de problemas, na convivência e na participação responsável na sociedade.

A reportagem apresenta experiências de famílias vinculadas a uma instituição específica, não um retrato representativo de todas as escolas brasileiras. Ainda assim, contribui para uma discussão que interessa a educadores, gestores e responsáveis: a qualidade da educação também precisa ser avaliada pela capacidade de preparar crianças e jovens para pensar, conviver e fazer escolhas.

Fonte: Exame — O que famílias passaram a cobrar da escola além de um bom boletim, conteúdo de Exame Brand Solutions apresentado pela The British College of Brazil.

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